Acredito que a mobilização em torno da reeleição de Lula Presidente precisa transcender o caráter de um mero processo eleitoral para adquirir um caráter de defesa do país, do Estado de Direito, da Constituição de 88, dos direitos individuais, sociais e políticos, do direito à vida, da soberania nacional e do nosso futuro como nação.
O apelo à participação neste segundo turno deve ter essa amplitude, essa chave de convocação e de compreensão, para aprofundar e ampliar as mobilizações estudantis e populares em curso e gerar um imenso e diverso movimento de massas, de dimensão histórica como foram as Diretas Já e o processo de participação popular na Constituinte.
E creio que não seria o presidente Lula a proclamar esse caráter amplo, patriótico e histórico desse movimento, mas uma ampla frente política e social, que abrigue todos democratas, de todos setores sociais, e todos lutadores sociais do país.
O voto em Lula é o gesto concreto e necessário para uma defesa que vai muito além de mantê-lo na presidência da República, mas sintetiza a defesa da integridade do nosso país, dos direitos do nosso povo e do nosso futuro como nação soberana.
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